Desafio de Soluções Socioambientais


Desafio de Soluções Socioambientais


ESEG realiza palestra de lançamento do 4º Desafio ESEG de Soluções Socioambientais

Em 2018 os alunos devem criar soluções de logística reversa para o correto descarte de medicamentos

O lançamento do 4º Desafio ESEG de Soluções Socioambientais, com o tema Logística Reversa – soluções para o descarte de medicamentos, contou com palestras da Farmacêutica e Consultora, Tatiana Ribeiro, e do presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Dirceu Raposo de Mello.

Com 12 anos de experiência em assuntos regulatórios na área farmacêutica, Tatiana Ribeiro deu início ao encontro falando sobre o descarte de medicamentos após o consumo. Segundo ela, no Brasil há a estimativa de que são geradas entre 10,3 mil e 13,8 mil toneladas de resíduo domiciliar de remédios, o que liga o tema a problemas sociais e ambientais ao mesmo tempo: “As pesquisas mais atuais indicam que o descarte incorreto feito pelo consumidor final, em geral no lixo comum, resulta em mais contaminação do que os resíduos gerados pela indústria farmacêutica”, explicou.

Outro ponto interessante apontado por Tatiana Ribeiro foram os destinos adequados para os remédios fora de uso, que incluem aterros sanitários, incineração e o “coprocessamento” – técnica em que alguns tipos de remédios são elegíveis para se tornarem combustíveis na indústria de cimento.

A palestrante levantou ainda uma questão para ajudar os alunos a pensarem sobre o Desafio: “Porque sobra tanto remédio nas casas das pessoas, nas farmácias e nas distribuidoras? ”, questionou. Em seguida, levantou algumas hipóteses, como os problemas do setor de logística brasileiro e a compra indiscriminada de remédios sem receita médica.

O ex-diretor presidente da Anvisa e atual presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Dirceu Raposo de Mello, abordou a relação regulado-regulador no Brasil.

Mello falou sobre o funcionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é o maior órgão regulador do tema no país, mas que não opera como único responsável. “Há uma forte legislação vigente que regula o setor de medicamentos em diversos aspectos e as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais também tem papel ativo”, explicou.

Para quem vai participar do desafio Mello sugeriu: “Tem que estudar a legislação e manter as sugestões de inovação dentro da lei para que sejam viáveis e aceitas”, afirmou. Outro ponto a ser levado em conta ao propor inovações é seguir a busca por equilíbrio entre a integridade, a transparência e o cumprimento das metas, para que não sobressaia apenas a questão comercial e para que a defesa dos interesses sociais não impeça o lucro.  

Sobre o Desafio ESEG de Soluções Socioambientais

Sob a coordenação do professor Marcos Dornelles, a 4ª edição do Desafio ESEG de Soluções Socioambientais chega à 4ª edição com o tema Logística Reversa – soluções para o descarte de medicamentos. O intuito é que os alunos criem soluções inovadoras para o destino de remédios descartados buscando a responsabilidade social e ambiental, e que também levem em conta a viabilidade econômica para a indústria.

O evento de lançamento do Desafio foi apresentado pelos alunos de Engenharia de Produção, Carine Alcântara e Renato Magno, que participaram da disputa em 2017.

Para Renato, participar da competição é enriquecedor tanto para a carreira acadêmica quanto profissional. “A criação desse projeto é um momento para testar os conhecimentos e aptidões, com a segurança de poder errar ou acertar e ainda receber a orientação dos professores. Também temos uma primeira oportunidade de vender uma ideia para pessoas diferentes, coisa que com certeza faremos no trabalho”, afirmou. Carine também citou pontos positivos sobre concorrer no Desafio: “Todos deveriam participar. É uma ótima oportunidade de vivenciar na prática a resolução de um problema real e de aplicar muitos conceitos aprendidos em sala de aula”, finalizou.

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